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Cleyton Nunes arrepia em Asu
Por Redação Waves
Depois de passar por Nias, o surfista da equipe Long Island, Cleyton
Nunes, e seu amigo Costinha viajam rumo à Asu, uma pequena ilha no norte de Sumatra.
Em uma estradinha estreita e cheia de buracos, depois de quatro horas de carro até a cidade de Cirombo, os atletas brasileiros encararam duas horas de barco até Asu.
Chegando lá, cansados e famintos, saborearam um Migoren delicioso da Mama Silvis e levaram mais 25 minutos de caminhada até o Asu Surf Camp.
Assim que amanheceu, foram direto para a água, onde o mar apresentava ondas de até 1,5 metros e formação excelente. Ficaram tão empolgados com as esquerdas de Asu que foram tomar café-da-manhã ao meio-dia. Cleyton aproveitou as esquerdas para aprimorar suas curvas no top da onda.
O surf camp fica em frente às ondas, com uma visão perfeita do que está acontecendo no outside. Coordenado por Alex Macabu, o camp funciona de maio a outubro e recebe surfistas do mundo inteiro.
“Apesar do mau tempo, devido às fortes tempestades e ventanias, o mar não estava bom para o surf. Mesmo no mar mexido, Costinha pegou o equipamento de mergulho emprestado da galera e pescou vários peixes, onde garantiu a mistura por vários dias. Almoço e jantar foram com muita fartura e alegria. Afinal, estávamos num paraíso”, conta Cleyton Nunes.
Asu é pequena. Então, em uma hora e meia você pode dar a volta e usufruir de uma paisagem paradisíaca ao redor da ilha. Composta por mais ou menos 20 famílias que sobrevivem do turismo e da pesca. Com uma bancada agora extremamente rasa em função do último terremoto em 2004, que a levantou 1,5 metros.
Quebrando em frente ao reef, a onda é perigosa. Qualquer vacilo você pode levar lembranças para o resto da vida. Cleyton Nunes que o diga. Saiu de lá todo arranhado.
“Foram 12 dias vivenciando momentos inesquecíveis, numa ilha no meio do Oceano Índico, a milhares de quilômetros de casa. Momentos que ficarão marcados para sempre na minha mente e na de todos que por lá estiveram,” comenta Cleyton Nunes.
“Apesar de não pegar o swell grande, nos divertimos e pegamos altas ondas. Asu é um lugar que eu nunca mais vou esquecer. É alucinante”, finaliza Costinha.